The french lost orange!
L'orange perdu dans Paris, perdu sur le trottoir, copié par des amis, faire revivre ici.
Au revoir!
terça-feira, 4 de setembro de 2012
terça-feira, 19 de julho de 2011
(arco)
I
caminhas em direção ao sul. o que te move
é Alfa, Adonai, Claríssima Morada.
teu peito é transparência e plenitude alada
e não te vejo na distância e no tempo.
sei que a memória é límpida cancela
e que viaja a sós, eterna.
e sendo assim, a ti te reconheço.
II
tu não estás comigo. nem na tua noite
de antes, de granito. nem a tua voz
é voz entre as muralhas. estás além agora:
arco do infinito
VII
sabias de outro tempo? o universo
agora se parece a um grande pensamento.
tu cantaste o espanto, asa de silêncio.
eu canto o espírito
que penetrou no reino da matéria:
asa de espanto do conhecimento.
Hilda Hilst
domingo, 19 de junho de 2011
Skatistas na Praça Roosivelt
Amigos me perguntaram o que fazer quando em São Paulo. Eu recomendei caminhar Augusta abaixo, em direção ao Centro, encontrando a Praça Roosivelt. De preferência no final da tarde, ou na madrugada...
Para minha surpresa: a praça foi demolida a partir de dezembro de 2010, como tanto desejavam os planos de regeneração do centro da cidade. A praça era tomada como espaço de esconderijo para possíveis delinquentes, mas nas minhas andanças por lá, só via cachorros, skatistas, grafiteiros, casais de adolescentes, velhos perambulantes, e pessoas como eu, que gostam de observar as contradições desses espaços: sua história estranha (construída nos anos 1970) e os afetos que provoca(va). Os grafittis e a luz especial amarela, de noite, podem ser vistos nessas fotos que realizei em 2010.
Aqui posto um vídeo de uma crew de skatistas que se despediu da praça com suas amáveis manobras:
Para minha surpresa: a praça foi demolida a partir de dezembro de 2010, como tanto desejavam os planos de regeneração do centro da cidade. A praça era tomada como espaço de esconderijo para possíveis delinquentes, mas nas minhas andanças por lá, só via cachorros, skatistas, grafiteiros, casais de adolescentes, velhos perambulantes, e pessoas como eu, que gostam de observar as contradições desses espaços: sua história estranha (construída nos anos 1970) e os afetos que provoca(va). Os grafittis e a luz especial amarela, de noite, podem ser vistos nessas fotos que realizei em 2010.
Aqui posto um vídeo de uma crew de skatistas que se despediu da praça com suas amáveis manobras:
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
The real (but not really) lost Orange
sábado, 4 de setembro de 2010
deriva sampaulo
Em grupo saímos numa tarde quente de domingo; mesmo que a parte viva da cidade estivesse dedicada a suas televisões, antenadas na Copa do Mundo, e nós encontrássemos nas ruas de Sampaulo mais os contructos e seus obsusos usos, do que as pessoas, os transeuntes, os manifestos.

Nossa deriva começa partindo da estação de metrô, marcamos em Marechal Deodoro, de onde mais ou menos desenhamos um percurso voltando até o Ay Carmela, onde participávamos de uma oficina de três dias sobre mapas radicais com um dos integrantes do espaço 56a Infoshop, em Londres.
A região onde está a estação Marechal Deodoro era de habitações de dimensões baixas, correspondentes ao período em que nos arredores do centro financeiro de Sampaulo estavam uma série de pequenas fábricas e usinas, e comércio com acesso direto para a rua. O bairro de Santa Cecília está mudando abruptamente (na realidade se percebe diversos tempos de ocupação distintos, pela qualidade das construções), e mais recentemente prédios de mais de 300 apartamentos tem sido construídos na região.

Decidi que minha deriva ia contabilizar os serviços encontrados na área, fotografando algumas placas e anotando mercados, bares, cabelereiros, dentistas, sapateiros, borracheiros, e outros... como uma forma de criar uma medida para entender, ao longo dos tempos, as mudanças do bairro. Essa medida poderá ser usada no futuro, se voltarmos ou se alguém voltar ao bairro (ao menos no percurso que fizemos) para observar essas mudanças.

Seguimos pelas ruas Lopes de Oliveira > Vitorino Carmilo > Eduardo Prado > Conselheiro Nebias > Dr. Elias Chaves...

Numa destas esquinas encontramos esse prédio de tijolos de uma antiga fábrica, que, parece, já tinha virado esporadicamente estacionamento e depósito.
Alguns derivantes, mesmo hesitantes em o que fazer, escolheram mapear o lixo encontrado, como este, bem em frente à fábrica:

Eu fui surpreendida pelo ensaio dessa garatuja com giz de cera na parede de um prédio residencial:

E mais adianta pela grafia de uma borracharia:

Logo em seguida fizemos uma rápida porém intensa imersão na Favela do Moinho, onde conversamos brevemente com o Santos que nos contou a história de resistência das pessoas. E onde encontramos, surpreendentemente, a obra do artista plástico Nelson Felix realizada durante o evento ArteCidade (2002) no local.

Um encontro que provocou na laranjaperdida um grande choque, e que surgirá brevemente como um texto específico relatando o encontro com essa obra agora destruída e fazendo pensar nas contradições visíveis, nos resultados de lugares usados em grandes eventos, e mais...
A deriva seguiu: Av. Rio Branco > Alameda Ribeiro Silva > Alameda Dino Bueno > perto de onde encontramos a demolição completa do antigo terminal de ônibus que vai virar o Complexo Cultural da Dança (ação absolutamente desconectada dos grupos de dança! que não tem qualquer identificação ou relação com esta parte da cidade!).



Ali perto, de onde se via grande parte da cidade fizemos uma pausa na casa de um dos derivantes (16o. andar!). Então pudemos ver a área demolida de cima,

e também alguns prédios ocupados ou não...

Nossa deriva começa partindo da estação de metrô, marcamos em Marechal Deodoro, de onde mais ou menos desenhamos um percurso voltando até o Ay Carmela, onde participávamos de uma oficina de três dias sobre mapas radicais com um dos integrantes do espaço 56a Infoshop, em Londres.
A região onde está a estação Marechal Deodoro era de habitações de dimensões baixas, correspondentes ao período em que nos arredores do centro financeiro de Sampaulo estavam uma série de pequenas fábricas e usinas, e comércio com acesso direto para a rua. O bairro de Santa Cecília está mudando abruptamente (na realidade se percebe diversos tempos de ocupação distintos, pela qualidade das construções), e mais recentemente prédios de mais de 300 apartamentos tem sido construídos na região.

Decidi que minha deriva ia contabilizar os serviços encontrados na área, fotografando algumas placas e anotando mercados, bares, cabelereiros, dentistas, sapateiros, borracheiros, e outros... como uma forma de criar uma medida para entender, ao longo dos tempos, as mudanças do bairro. Essa medida poderá ser usada no futuro, se voltarmos ou se alguém voltar ao bairro (ao menos no percurso que fizemos) para observar essas mudanças.

Seguimos pelas ruas Lopes de Oliveira > Vitorino Carmilo > Eduardo Prado > Conselheiro Nebias > Dr. Elias Chaves...

Numa destas esquinas encontramos esse prédio de tijolos de uma antiga fábrica, que, parece, já tinha virado esporadicamente estacionamento e depósito.
Alguns derivantes, mesmo hesitantes em o que fazer, escolheram mapear o lixo encontrado, como este, bem em frente à fábrica:

Eu fui surpreendida pelo ensaio dessa garatuja com giz de cera na parede de um prédio residencial:

E mais adianta pela grafia de uma borracharia:

Logo em seguida fizemos uma rápida porém intensa imersão na Favela do Moinho, onde conversamos brevemente com o Santos que nos contou a história de resistência das pessoas. E onde encontramos, surpreendentemente, a obra do artista plástico Nelson Felix realizada durante o evento ArteCidade (2002) no local.

Um encontro que provocou na laranjaperdida um grande choque, e que surgirá brevemente como um texto específico relatando o encontro com essa obra agora destruída e fazendo pensar nas contradições visíveis, nos resultados de lugares usados em grandes eventos, e mais...
A deriva seguiu: Av. Rio Branco > Alameda Ribeiro Silva > Alameda Dino Bueno > perto de onde encontramos a demolição completa do antigo terminal de ônibus que vai virar o Complexo Cultural da Dança (ação absolutamente desconectada dos grupos de dança! que não tem qualquer identificação ou relação com esta parte da cidade!).



Ali perto, de onde se via grande parte da cidade fizemos uma pausa na casa de um dos derivantes (16o. andar!). Então pudemos ver a área demolida de cima,

e também alguns prédios ocupados ou não...
domingo, 2 de maio de 2010
Skyline
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Praça Roosivelt de noite
Então eu voltei na Praça Roosivelt um bom lugar pra sempre descobrir e tentar ver de outros lados... Chegamos de noitinha, começo de noite, na verdade. As luzes da cidade acendendo mientras um azul claro ainda apontava atrás de outros prédios altos, como é comum ao redor da Praça.





A Praça fica suspensa sobre a Radial-Minhocão! Ainda funcionam as duas floristas que vendem plantinhas, mas o supermercado foi retirado. A polícia passa volta e meia, jogando luz vermelha no teto do andar de baixo da praça.
É super ocupada por uma galera que estuda na frente, pessoas passeando com cachorros e laranjas perdidas como eu. Era horário de saída da escola, então a praça estava super habitada, skatistas rolling around e mais... Ouvimos pedaços de conversas e histórias dos jovens. Vimos uma mulher que lia e escrevia no andar de cima e uma outra na escadaria de baixo, aquela foto iluminada pela luz de um carro que saía pela rua dos teatros.
Uma outra noite passamos por lá e uma festa da copa do mundo tinha acontecido. Parecia uma estratégia carnavalesca de ocupação do lugar. Achei uma bandeirinha e trouxe para casa.





A Praça fica suspensa sobre a Radial-Minhocão! Ainda funcionam as duas floristas que vendem plantinhas, mas o supermercado foi retirado. A polícia passa volta e meia, jogando luz vermelha no teto do andar de baixo da praça.
É super ocupada por uma galera que estuda na frente, pessoas passeando com cachorros e laranjas perdidas como eu. Era horário de saída da escola, então a praça estava super habitada, skatistas rolling around e mais... Ouvimos pedaços de conversas e histórias dos jovens. Vimos uma mulher que lia e escrevia no andar de cima e uma outra na escadaria de baixo, aquela foto iluminada pela luz de um carro que saía pela rua dos teatros.
Uma outra noite passamos por lá e uma festa da copa do mundo tinha acontecido. Parecia uma estratégia carnavalesca de ocupação do lugar. Achei uma bandeirinha e trouxe para casa.
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